


Artistas na diáspora
Já não vão só de mala de cartão, mas partem ávidos por conhecer e extravasar toda a criatividade que julgam impossível conter neste cantinho à beira mar plantado. Partem cheios de ideias e adiam o regresso porque ainda há um mundo inteiro para absorver…
“O importante é a obra, não quem a faz”. Este é o lema dos Invisible Travellers, um projecto experimental que faz a ponte Lisboa – Barcelona, entre um músico e um designer responsável pelas ilustrações digitais.
A escolha do nome é uma metáfora que resume o processo criativo de dois “artistas” que se provocam mutuamente. “Reflecte o acto de caminhar sem destino, observando tudo de boca aberta com um sorriso de meninos travessos ansiosos por fazer tropelias”, asseguram estes dois seres que se pretendem “incógnitos e invisíveis no meio da multidão”, até porque o projecto é um autêntico desvairanço artístico onde se podem dar ao luxo de fazer aquilo que realmente gostam. Um verdadeiro hino à loucura e aos loucos com os quais se cruzam.
Se o músico vagueia por aqui e por ali, o designer abalou há três anos para estudar, mas acima de tudo “mudar de ar”. “A decisão foi mais impulsiva do que ponderada. Um dia encontrei uma pós-graduação que parecia interessante e ainda ia a tempo de me candidatar. Fui aceite e despedi-me do estúdio de ambiente familiar e bem agradável onde trabalhava em Lisboa e parti para a aventura”. Barcelona foi o destino escolhido. Não só pelo seu encanto como uma das mecas do Design mas “também porque era longe o suficiente para me sentir “fora” e próximo o suficiente para não me sentir demasiado desenraizado”.




